Nos pequenos recortes de papel sulfite colorido eram escrito os nomes, uma característica e a expectativa do dia. As canetinhas contribuíam para colorir ainda mais aquele espaço. Em círculo, Eulália Calixto, facilitadora da formação, instruía a conversa que viria em seguida: em duplas eles precisavam se apresentar uns aos outros para que depois o apresentasse ao grupo. Um exercício de escuta e de memória.
Andressa Nogueira gosta de ser chamada de Dê. Quem contou foi Celinho (Juscelino das Mercês). Contou ainda que ela fez um longo trajeto até chegar na Fundação Dixtal, pois mora no Bairro do Limão. “Ela é muito alegre e a gente precisa disso. A Dê tem a expectativa de encontrar o amor nas Rodas”, comentou o voluntário.
Fala a fala, ia se compondo o quadro de pessoas presentes. Durante as apresentações, a memória falhava às vezes e pregava peças. Alguém confundia a fala de um com a conversa que teve com outro. Os episódios causavam risadas coletivas, que elevavam o humor do local.
No período da tarde a mediação foi feita com a poesia Porém, de Sergio Vaz. Dançando, a Roda começou com a música Epitáfio, dos Titãs. Uma conversa sobre o que remetia a letra daquela música. “Faz-me lembrar a vez que fiquei internada para fazer uma cirurgia”, contou Renata Mendes, estudante de Pedagogia. Por fim, um memorial de sonhos. E cada um pode sair com um sonho do outro para ser realizado, para ser guardado, para ser sonhado.
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